Questões Sociais (Parte 6): Abuso de Drogas

Questões Sociais (Parte 6): Abuso de Drogas
O abuso de drogas é um tópico amplo. Inclui drogas ilícitas (maconha, cocaína, heroína etc.), drogas legais (álcool e tabaco) e até medicamentos prescritos. Esta lição não é sobre o uso medicinal de drogas, mas o uso recreativo de tais substâncias.

Aqueles que argumentam a favor do uso recreativo de drogas (incluindo a “bebida social”) costumam argumentar que, enquanto permanecerem no controle e não usarem essas substâncias em excesso ou a ponto de prejudicar a si mesmos ou a outros, é perfeitamente aceitável.
$ads={1}
Como forma de justificar seu comportamento, é comum que aqueles que desejam defender o uso de drogas e álcool o comparem com a ingestão de alimentos não saudáveis.

Fatos e Estatísticas

Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz mostra que 3,563 milhões de brasileiros consumiram drogas ilícitas em período recente. Dos entrevistados, 208 mil disseram ter usado crack nos 30 dias anteriores ao levantamento. Concluído em 2017, o estudo permanecia inédito até o início desta semana.

Ainda segundo a pesquisa, 9,9% dos brasileiros relatam ter usado drogas ilícitas uma vez – 7,7% da população consumiu maconha, haxixe ou skank, 3,1%, cocaína, 2,8%, solventes e 0,9%, crack. Além de drogas ilícitas, o estudo mapeou o consumo de álcool: 16,5% dos participantes indicaram abusar na dosagem.

Mais da metade da população brasileira de 12 a 65 anos declarou ter consumido bebida alcóolica alguma vez na vida. Cerca de 46 milhões (30,1%) informaram ter consumido pelo menos uma dose nos 30 dias anteriores. E aproximadamente 2,3 milhões de pessoas apresentaram critérios para dependência de álcool nos 12 meses anteriores à pesquisa.

Outro dado destacado pelos pesquisadores diz respeito ao uso dos analgésicos opiáceos e dos tranquilizantes benzodiazepínicos. Nos 30 dias anteriores à pesquisa eles foram consumidos de forma não prescrita, ou de modo diferente àquele recomendado pela prescrição médica, por nada menos que 0,6% e 0,4% da população brasileira, respectivamente. “É um número que revela um padrão muito preocupante, e que faz lembrar o problema norte-americano de uma década atrás, em termos de classe de substâncias”, alerta o coordenador do levantamento.

Em 2013, 22,7 milhões de brasileiros precisaram de tratamento para um distúrbio de uso de substâncias (quase 9% da população acima de 12 anos); mas apenas 2,5 milhões receberam esse tratamento em uma instalação especializada.

NOTA: As estatísticas acima incluem pessoas com mais de 12 anos. Isso significa que esse problema não é apenas para adultos, mas também afeta adolescentes.

Princípios Básicos da Bíblia Relacionados a Isso

Nosso corpo é um templo do Espírito Santo - Paulo disse aos irmãos em Corinto: “Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo” (1 Coríntios 6:19-20). Independentemente da conclusão de alguém sobre a habitação do Espírito Santo (direta ou indireta), o ponto aqui é que devemos servir a Deus e honrá-Lo com nossos corpos.

Deus espera que cuidemos de nossos corpos - porque servimos e honramos a Deus com nossos corpos, devemos tratar nossos corpos de tal maneira que possamos continuar a usá-los em nosso serviço a Deus. Ao discutir como os maridos deviam cuidar de suas esposas, Paulo disse: "Pois nunca ninguém aborreceu a sua própria carne, antes a nutre e preza, como também Cristo à igreja" (Efésios 5:29). A única maneira de esse comando fazer sentido é se tivermos o desejo inerente de cuidar de nós mesmos.

O uso de certas substâncias com fins medicinais é aceitável até certo ponto - Ao abordar algumas doenças recorrentes que afetavam Timóteo, Paulo disse a ele: “Não bebas mais água só, mas usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades” (1 Timóteo 5:23). Este versículo não é sobre o uso casual de álcool (isto é, bebida social); pelo contrário, trata-se do uso medicinal de tal substância. Esse tipo de uso é autorizado quando feito com cuidado.

O abuso de drogas é uma forma de má administração - em toda a Bíblia, o princípio da administração é enfatizado. Devemos ser bons mordomos das coisas com as quais Deus nos abençoou. O abuso de drogas mostra má administração de nossos corpos porque é destrutivo e prejudica nossa capacidade de usá-los adequadamente para cumprir nossas responsabilidades (1 Coríntios 6:19-20; Efésios 5:29; 1 Timóteo 4:8), e de nosso dinheiro porque precisamos dele para cumprir várias obrigações (Eclesiastes 10:19; Provérbios 3:9; Lucas 15:13).

Devemos ter uma mente sóbria - Parte do espírito sóbrio (1 Pedro 4:7) é evitar o álcool (1 Pedro 4:3-4) porque isso altera o funcionamento de nossas mentes. Paulo contrastou estar "bêbado com vinho" com "estar cheio do Espírito" (Efésios 5:18), pois ambos afetam a maneira como pensamos. Drogas e álcool nos fazem perder o controle de nossas mentes. É por isso que o homem sábio chamou o vinho de “escarnecedor” (Provérbios 20:1) e explicou como o álcool é debilitante, prejudicial e viciante (Provérbios 20:29-35).

Não devemos ser viciados em nada - Paulo escreveu: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (1 Coríntios 6:12). Quando somos viciados em algo, esse algo se torna um senhor sobre nós. Mesmo que as drogas fossem inofensivas, por serem viciantes, elas devem ser evitadas.
$ads={2}
(Nota: nem todos os usuários de drogas são viciados, mas o uso de drogas leva à dependência)

Conclusão

Devemos usar nosso corpo de uma maneira que honre a Deus e reflita a boa mordomia. O abuso de drogas é inconsistente com isso.
Postagem Anterior Próxima Postagem